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terça-feira, 24 de julho de 2012

Fisioterapia para traumatismo raquimedular

O traumatismo raquimedular caracteriza-se pelas lesões da medula espinhal, frequentemente provocadas por acidentes com veículos, ferimentos por arma de fogo, quedas e impactos na região da coluna. No Brasil, ocorrem a cada ano 140 mil fraturas de coluna que resultam em 14 mil casos de déficit neurológico, sendo a coluna cervical mais comprometida. E é aí que o fisioterapeuta entra.
Foto: Site  Jornal  A Voz de São Francisco

Na fase aguda da lesão, esse profissional tem a meta de facilitar uma transição eficiente para a fase de reabilitação intensiva. Ele irá procurar estabelecer o posicionamento correto desse paciente, mudanças periódicas de posição (barriga para baixo e barriga para cima), mobilização passiva e estiramentos suaves, iniciação gradual do trabalho de levar a pessoa a ficar em pé, assistência respiratória e orientação familiar. Essa fase é realizada no próprio hospital.

Em seguida vem a fase de reabilitação intensiva, onde o fisioterapeuta visa levar o paciente à utilização de todo o seu potencial funcional até o nível máximo de independência possível. Nesta fase, a fisioterapia envolve diversas atividades que devem ser adequadas às necessidades e potencialidades de cada paciente.

- Relaxamento muscular: preparação do músculo para responder adequadamente às solicitações posteriores das atividades motoras. Nele o fisioterapeuta leva o paciente a adotar posturas de relaxamento dos quatros membros em semiflexão e realizar mobilização. Tudo isso é realizado de forma suave e lenta, evitando assim desencadear atividades reflexas indesejadas ou mesmo lesões nas articulações.

- Fortalecimento Muscular: é imprescindível à recuperação do paciente. Nele o fisioterapeuta estimula, com cuidado, os grupos musculares preservados visando alcançar todo o potencial funcional do paciente. O tipo de contração muscular utilizado pode ser isotônica (dinâmica) e isométrica (estática). Vale lembrar que nos pacientes paraplégico o trabalho de fortalecimento de membros superiores deve ser iniciado logo na fase adulta.

- Exercícios de Reeducação Neuromuscular: são utilizadas técnicas de facilitação e inibição para o controle da atividade reflexa medular. Envolve toda a musculatura parética, visando a facilitação e educação para a atividade funcional.

- Condicionamento Cardiorrespiratório: são realizadas atividades aeróbicas através do uso de ciclo ergômetros de membros superiores, cadeira de rodas ergométricas ou atividades na cadeira de rodas comum. As atividades esportivas também devem ser estimuladas nestes casos.

- Treino de Atividades Motoras: são realizadas atividades como rolar, sentar, permanecer em quatro apoios, ajoelhar-se, transferências, ortostatismo (trabalho de levar a pessoa a ficar em pé) e locomoção na cadeira de rodas ou com órteses.

- Treino de Atividades da Vida Diária: as atividades englobadas neste treino são alimentação, higiene, vestuário (incluindo colocação e retirada de órteses), manejo de cadeira de rodas, e transferências.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A estimulação através do método Baby Bobath

O avanço da medicina tem permitido que crianças prematuras, de até 25 semanas de gestação, sobrevivam. Entretanto, por não terem passado tempo suficiente na barriga da mãe para se desenvolver, essas crianças podem apresentar danos neurológicos que refletirão na parte motora. Por isso, deverão ser estimuladas para apresentar um desenvolvimento motor próximo do normal.

Foto: Divulgação
Entre as técnicas de reabilitação neuromuscular está o método Baby Bobath, que utiliza os reflexos e os estímulos sensitivos para inibir ou provocar uma resposta motora. Este método se baseia em manipulações da criança que estimularão o desenvolvimento motor normal da cabeça e do tronco, braços, mãos, pernas e pés, ajudando na prevenção de deformidades e no relaxamento da criança.

Audrei Fornutato Miquelote, fisiterapeuta do Nutri&Fisio e especialista em fisioterapia neonatal, afirma que o resultado irá depender bastante do grau da lesão da criança. “Quanto mais leve a lesão, o desenvolvimento é mais próximo ao de uma criança normal, sendo que essa criança pode desenvolver praticamente todas as atividades de uma criança normal”, comenta.

A estimulação através do método Baby Bobath proporciona à criança acompanhar a escala neuroevolutiva. “O ideal é fazer uma estimulação precoce para que a criança desenvolva a parte cognitiva, que permitirá que ela possa acompanhar as demais crianças na escola”, diz.

Ela ainda lembra que o estímulo dos pais é fundamental. “É importante que os pais estimulem a criança, deixando-as no chão e colocando objetos que atraiam o interesse para que ela possa se movimentar em busca destes objetivos”, finaliza. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

A fisioterapia para crianças especiais

O tratamento fisioterapêutico de crianças é uma tarefa desafiadora, porém bastante recompensadora. Nesta área, a prática requer conhecimento das diferenças que existem entre crianças e adultos. A compreensão de todos os aspectos envolvidos nos distúrbios neonatais e pediátricos pode auxiliar o fisioterapeuta a fornecer um tratamento de qualidade.

O principal objetivo do tratamento de uma criança é melhorar a capacidade funcional e a qualidade do movimento através da alteração dos sintomas apresentados. “Cada criança é única e possui a sua particularidade. Por isso, o tratamento sempre deverá ser diferenciado mesmo que a doença for a mesma, pois cada um reage de uma maneira diferente”, afirma Audrei Fornutato Miquelote, fisiterapeuta do Nutri&Fisio e especialista em fisioterapia neonatal .
Foto: Aril

O tratamento de uma criança com disfunções neurológicas deve ser desenvolvido de acordo com suas necessidades. Durante as sessões, todo o esforço deve ser feito para que a criança dê passos além das próprias limitações. Os desafios propostos durante o programa de reabilitação devem estar igualmente compatíveis com as habilidades do paciente. Se a capacidade da criança satisfaz o desafio, as sessões de fisioterapia tornam-se mais estimulantes e produtivas.

O acompanhamento da melhora da criança através da fisioterapia neurológica é fundamental, pois só é possível verificar a evolução do procedimento a partir das reações que ela demonstra. “Esse acompanhamento será pelo resto da vida, pois a fisioterapia trata a deficiência, mas a origem do problema é neurológica. E esta causa não conseguimos tratar”, afirma Audrei.

E atenção, pais! A fisioterapeuta do Nutri&Fisio lembra que o papel dos pais é essencial no desenvolvimento das potencialidades da criança. “O estímulo dos pais é fundamental nesse processo. Por isso, sempre recomendamos que eles deixem a criança solta, estimulando ela a desenvolver a parte motora e explicando o porquê ela está fazendo estes exercícios”, diz.

Com cuidado médico adequado, fisioterapia para melhorar as habilidades e com o apoio de pessoas que a amam, o tratamento da criança com problemas neurológicos se torna mais simples e eficaz.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Fisioterapia Neurológica para recuperação de funções perdidas

Os pacientes com incapacidades neurológicos podem apresentar problemas de movimentos complexos, além de danos sensoriais e cognitivos, que precisam ser tratados pela fisioterapia.

Normalmente são pacientes que tiveram alguma dessas patologias: Acidente Vascular Encefálico (AVE), Traumatismos cranianos (TCE), Traumas Raqui-medulares (TRM), Paralisia Cerebral, Lesão em Plexo Braquial, Paralisias Faciais, etc.

Nesses casos, utilizando técnicas específicas e aparelhos que treinem as funções perdidas, o paciente tem a recuperação da coordenação motora, da força e do equilíbrio.

Em crianças, uma das patologias que mais prejudicam as funções motoras é a Paralisia Cerebral. Neste caso, todo o corpo e membros são afetados.

Dessa maneira, uma criança que teve paralisia cerebral precisa de uma equipe multiprofissional para ajudá-la na recuperação, sendo o fisioterapeuta uma peça fundamental nesse processo, com a adequação do tônus muscular, inibição dos reflexos patológicos e dos reflexos primitivos, para facilitar a postura e movimentos coordenados com pouco gasto energético, facilitando o dia a dia da criança.

Porém, o mais importante a ressaltar é o papel da família durante todo esse processo. Apoiar, estimular, motivar e ajudar a criança que teve uma paralisia cerebral é fundamental para que ela se recupere rápida e tranquilamente.
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