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terça-feira, 10 de julho de 2012

A fisioterapia no tratamento da incontinência urinária

Bom dia!

Hoje vamos falar de um problema que afeta 10% da população mundial, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde: a incontinência urinária. O termo parece complicado, mas é conhecido popularmente como perda involuntária de urina. Estima-se que 30% a 60% das mulheres no período pós-menopausa possam ter incontinência urinária, que se manifesta em vários graus:

Incontinência urinária de esforço: perda involuntária de urina em esforços como tossir, espirrar ou levantar peso.

Urge-incontinência: a urgência em urinar leva a perda do controle miccional.

Incontinência paradoxal: o paciente não consegue eliminar toda urina da bexiga, causando sensação de gotejamento após a micção.

Bexiga nervosa: o ato de suprimir o desejo de urinar causa uma contração involuntária no músculo da bexiga, fazendo com que a urina escape.

Algumas das causas deste problema são: tabagismo, sedentarismo, diabetes, uso de diuréticos, cirurgias da próstata, doenças pulmonares e neurológicas.

A fisioterapia uroginecológica é um dos tratamentos mais indicados para este tipo de caso e pode ser realizada em pessoas de todas as idades e ambos os sexos. O principal objetivo do tratamento é fortalecer a musculatura do assoalho pélvico. Isso é feito através de exercícios feitos no biofeedback, aparelho utilizado nas terapias do Nutri&Fisio. Nesta prática, a pessoa realiza exercícios rastreados por um aparelho, que depois fornece gráficos que apontam se o exercício está sendo feito da maneira correta.

Vale lembrar que a avaliação inicial é necessária para que a programação do tratamento seja adequada às necessidades de cada paciente. Outros recursos que podem ser utilizados são:

- Cinesioterapia: tratamento através de exercícios para aumento da força e elasticidade muscular.

- Cones vaginais (para mulheres): pesos graduados, de forma e volumes iguais, que são inseridos na vagina. A paciente faz uma contração resistida para não deixá-los escapar, aumento a força muscular na região do períneo.

- Eletroestimulação: através de correntes elétricas, são realizadas contrações repetidas dos músculos do períneo.

É necessário procurar ajuda médica ao menor sinal dos sintomas para que o diagnóstico seja realizado o quanto antes. Quando a incontinência é moderada, a fisioterapia é considerada suficiente. No entanto, existem situações mais graves que requerem cirurgia. Nestes casos, o tratamento fisioterapêutico é indicado tanto na fase pré quanto na pós-operatória.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A importância da terapia manual em pessoas com mielomeningocele


Bom dia!

Já falamos aqui sobre o tratamento fisioterapêutico para problemas no sistema urológico causados pela mielomeningocele. E entre as técnicas utilizadas está a terapia manual.

Ela utiliza procedimentos como massagem de tecidos moles, facilitação neuromuscular proprioceptiva (uma filosofia que tem como base o conceito de que todo ser humano, incluindo aqueles portadores de deficiências, tem um potencial ainda não explorado) para melhora da força, coordenação, flexibilidade, estabilização segmentar (que consiste em deixar um segmento do corpo, como a coluna, estável), dentre outros.

Existem técnicas que são muito utilizadas na reabilitação do assoalho pélvico em crianças portadoras de mielomeningocele. Vamos a elas:

- Rolinho: trata-se da elevação do tecido subcutâneo, com o polegar e o dedo médio movendo todo o tecido contra a fáscia (que envolve os músculos, separando cada um em compartimentos).

- Traço: Com a polpa dos dedos, move-se a pela sobre as estruturas subjacentes, criando tração com manobras curtas e firmes no tecido conjuntivo e nas inserções musculares.

- Massagem ao redor do ânus: é o ato de massagear toda volta do ânus de baixo para cima com o dedo indicador.

- Tração mais contração do períneo: o dedo médio do fisioterapeuta repousa sobre o ânus e com comando verbal este solicita o afastamento do seu dedo pelo paciente e depois pede para que o mesmo contraia o períneo.

- Escovação: com uma escova pequena e macia de uso individual, escovar em volta do ânus e solicitar a contração do períneo.

- Massagem cicatricial: massagear com o dedo indicador de baixo para cima e de fora para dentro, um lado e depois o outro.

Vamos continuar tratando da mielomeningocele, seus problemas e as principais formas de tratamento que a fisioterapia apresenta para combatê-los nas próximas semanas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Fisioterapia uroginecológica em pacientes com mielomeningocele

Na semana passada falamos sobre a avaliação física para pacientes com mielomeningocele e também sobre a etapa que antecede a avaliação, conhecida como anamnese. Após as etapas de avaliação física, vem o tratamento em si, e este é o assunto que iremos abordar agora.

Hoje, o tratamento fisioterapêutico se tornou a primeira opção da maioria dos pacientes e profissionais da área, já que praticamente não apresenta efeitos colaterais. De acordo com a especialista do Nutri&Fisio, Mariana Piacentini, "cerca de 90% dos pacientes com mielomeningocele poderão apresentar algum tipo de problema urológico e através da fisioterapia é possível prevenir e tratar tais problemas". No caso das disfunções do trato urinário, as ações da fisioterapia sempre dependerão do que foi visto na avaliação física.

A fisioterapia sempre visa proporcionar ao paciente a micção sem sonda, mas uma decisão só é tomada depois de uma avaliação em equipe, visando suprir as necessidades do paciente. Existem várias técnicas que podem ser passadas ao paciente. Vamos a elas:

- Retreinamento vesical para micção sem catéter: indicado para pacientes que tenham motivação, destreza manual e capacidade cognitiva, e contra-indicado para pacientes com insuficiência renal avançada.

- Percussão suprapúbica leve: usada em pacientes com disfunção vesical do neurônio motor, nesta técnica, o paciente percute levemente, com as pontas dos dedos, sobre a área suprapúbica da parede abdominal.

- Esforço ou manobra de valsalva: esta manobra proporciona força externa para comprimir a bexiga e abrir o colo vesical. Nesta técnica, o paciente coloca o antebraço sobre o abdômen e então se inclina para frente com o cotovelo descansando sobre a coxa. Antes de iniciar a manobra, o paciente executa três respirações rápidas, para ser capaz de prender a respiração durante o resto do ato.

- Manobra de crede: assim como na manobra anterior, proporciona força externa para comprimir a bexiga e abrir o colo vesical, mas com algumas diferenças. Neste caso, é utilizado o punho da mão dominante do paciente. O punho começa a fazer pressão cerca de um palmo abaixo do umbigo, desce para o abdômen e neste momento o paciente deve se inclinar lentamente. O impulso com o punho é dirigido para a bexiga e continua para baixo até que a micção termine completamente.

Ainda segundo a especialista do Nutri&Fisio, o fisioterapeuta "deve sempre incentivar o paciente a manter um diário miccional e outro fecal, a fim de ajudar no tratamento e compartilhar resultados que podem indicar quais os próximos passos a serem traçados".

Além disso, ela também lembra que é importante manter um diário de noites secas, para saber quando houve ou não micção no período noturno. O Nutri&Fisio é especializado no tratamento da mielomeningocele e lembra que a procura de um profissional capacitado é essencial em todos os casos.

Continuaremos falando do tratamento da mielomeningocele nas próximas semanas. Acompanhe!
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